Substituição de Animais por Pele 3D em Testes Cosméticos logo pode virar Realidade!

Nós da Sabão e Glicerina ficamos muito contentes com as recentes noticias dos avanços na luta contra o uso de animais em testes em laboratórios! Carolina Motter tem nos mostrado que ainda podemos ter esperança!
Veja a matéria:
“Além de todos os argumentos científicos para não usar animais em testes cosméticos, para mim, é impossível conceber que criaturas tão cheias de amor, de inocência e de confiança sejam usadas pra tais fins”, acredita a curitibana Carolina Motter Catarino, de 28 anos.

 

Carolina Motter, Doutoranda no Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, Nova York, trabalha no desenvolvimento de protótipos de pele humana utilizando a tecnologia da impressão 3D.

A pesquisa, que inclusive é uma das pioneiras na área, dá a chance de acabar com o uso de animais em testes nos laboratórios mundo a fora.

O projeto de Carol tornou-se destaque internacional no final do ano passado. Ela conseguiu vencer o prêmio de Jovem Pesquisador, na categoria Américas, sendo essa a maior premiação que já recebeu, porém não a única.

Em novembro de 2017, Carolina foi uma dos cinco vencedores do prêmio Jovem Pesquisador, na categoria Américas, concedido pela Lush (Foto: Carolina Motter/Arquivo pessoal)
Carolina recebendo o prêmio Jovem Pesquisador, na categoria Américas. (Foto: Carolina Motter/Arquivo pessoal)

Carol conta ter recebido por volta de R$ 45 mil da premiação e diz que devem ser investidos em sua pesquisa e em sua formação como cientista.

 Sobre sua Pesquisa

Carolina explica que as bioimpressoras com as quais trabalha funcionam de maneira semelhante às impressoras 3D disponíveis no mercado. O equipamento é capaz de posicionar precisamente as tintas biológicas – que são formadas por biomateriais e células humanas.

“Todo esse processo de impressão da pele começa com o isolamento das células a partir de peles humanas doadas”, explica.

Com a quantia certa de células, as diferentes biotintas são preparadas. São elas que dão origem às diferentes estruturas da pele.

Em seguida, as biotintas são transferidas para os cartuchos da bioimpressora e, através de um software que contém o modelo 3D a ser reproduzido, a pele é impressa.

“Depois da impressão, a gente mantém a pele em uma incubadora por 14 dias para que as células se diferenciem e dêem origem ao modelo que se assemelha ao humano. Essa pele, então, poderá ser usada como uma plataforma para testes para substâncias de cosméticos”, finaliza.

Objetivo é gerar modelos de pele que sejam mais complexos em termos de composição e de estrutura em relação aos já disponíveis.

“Os avanços alcançados podem ter um impacto tanto no desenvolvimento de novos modelos para testes de cosméticos e outras substâncias, como na geração de enxertos para tratar queimaduras e feridas, por exemplo”, explica.

 

Desafios e futuro

A curitibana diz que tem trabalhado, atualmente, na criação de biotintas sem elementos de origem animal. O objetivo disso é, além de poupar nossos queridos bichinhos, produzir um tipo de pele mais parecida com a pele humana, já que o homem e o animal são fisiologicamente diferentes.

“Meu projeto tem demonstrado que muitos recursos que usamos para gerar os modelos de pele ainda são de origem animal. É o caso de várias proteínas, como o colágeno, que são extraídos da cartilagem ou de tecidos animais e do soro fetal bovino”, explica.

 

“Assim, uma parte muito importante da pesquisa tem sido buscar alternativas a esses materiais que possam nos ajudar a gerar um modelo de pele que livre de qualquer composto de origem animal”, acrescenta.

Carolina explica que na próxima fase do projeto pretende aumentar a complexidade dos protótipos  por meio da adição de células que possam dar origem a base do folículo capilar.

(Foto: Carolina Motter-Arquivo pessoal)
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