Calvicie Masculina e Feminina Parte 1: O que é


A Calvicie:

A perda excessiva dos fios é algo que nos assusta muito! Quase todos notamos que em certas épocas há uma perda de cabelos, não é? Mas isso é normal, já que os fios que caem eram para cair mesmo, já estava programada essa queda, mas, por consequência de outros fatores, como hormonal, nível de stress alto ou até o uso de certos medicamentos, podemos ter uma queda acentuada de cabelos, e isso é realmente preocupante!


Calvicie Masculina:
Causada por características genéticas, a calvície tem influência hereditária e está associada a uma sensibilidade à testosterona, o hormônio masculino, que afeta o crescimento dos cabelos. Os primeiros sinais podem aparecer ainda na adolescência, mas o mais comum é que sejam percebidos entre os 25 e os 40 anos.

Essa disfunção ocorre por conta do hormônio masculino testosterona, que estimula os folículos pilosos. A ação do hormônio nos folículos pilosos dos homens com predisposição genética, sofre a influência de uma enzima e passa a promover a diminuição progressiva dos folículos e os fios vão se tornando menores e mais ralos, resultando no rareamento dos cabelos, a princípio na parte superior e frontal da cabeça.

A queda acentuada dos fios e a sua substituição por fios mais finos e mais curtos, até a interrupção do crescimento, é a característica principal da disfunção. A princípio, o cabelo vai rareando no alto da cabeça e a falha vai se expandindo para a parte de trás, ficando as laterais e a parte posterior com os cabelos normais. Com o tempo, a continuidade pode fazer com que a pessoa perca todo o cabelo.


Calvicie Feminina:

As mulheres podem ter também uma queda bastante acentuada de cabelos, mas, geralmente não chegam a ficar carecas, apenas apresentam falhas, rarefação e fios mais finos. As manifestações de calvície nas mulheres costumam aparecer após a menopausa.

O principal sinal é a mudança da característica do cabelo, que passa a crescer de forma mais lenta e fica progressivamente mais fino até ser completamente eliminado.

A mulher, ao contrário do que diz a crença popular, também desenvolve a calvície nos seus mais variados graus. A calvície feminina, assim como a masculina, caracteriza-se por perda de cabelos com influência genética e hormonal, sendo por isso chamada de alopecia androgenetica.

A prevalência de calvície nas mulheres varia de 8 a 25%, conforme os trabalhos publicados. Alguns autores já demonstraram prevalência de 87% de calvície em mulheres na pré-menopausa. Estes casos, em geral, eram iniciais, sendo disfarçados pelo tipo de penteado. Nos casos iniciais, as mulheres em geral não percebem e não se queixam, pois há rarefação muito discreta.

Sabe-se que existe pré-disposição hereditária para a calvície desenvolver-se, mas este processo ainda não é bem conhecido.

A mulher é particularmente suscetível a esta perda de cabelos devido a variações hormonais. Sendo assim, é freqüente o início da calvície após o parto, pré-menopausa, e descontinuação da pílula anticoncepcional.

As mulheres também podem desenvolver a calvície com níveis de hormônios masculinos normais. No entanto, os hormônios femininos normais parecem protegê-las em relação ao desenvolvimento da calvície. Esta proteção ocorre principalmente através do estrógeno.

Diversas situações que aumentam os hormônios masculinos provocam o desencadeamento precoce da calvície feminina. Isto pode ocorrer na síndrome do ovário policístico, hiperplasia adrenal congênita, tumor de ovários etc.

Nos casos em que ocorre disfunção hormonal, há maior evidencia clínica como hirsutismo, acne, seborréia, acompanhando a queda de cabelos tipo calvície.

A calvície feminina tem localização diferente daquela do homem. Ela ocorre freqüentemente em toda região superior do couro cabeludo, mantendo a linha frontal intacta. A mulher tem menos entradas do que o homem. A calvície feminina também pode ter uma característica mais difusa com comprometimento e afinamento mais geral dos cabelos.

O cabelo cai difusamente em surtos, afinando e diminuindo aos poucos. Devido à característica mais suave do desenvolvimento da calvície feminina, ela demora a ser diagnosticada.

A calvície feminina pode ser desencadeada ou piorada por outros fatores alterados como: anemia, ferro sérico baixo, alterações dos hormônios tireoidianos, uso de determinadas drogas, emagrecimento etc. O estresse continuo também provoca a calvície feminina. Vários fatores interferem na queda de cabelo feminino, inclusive seu próprio ciclo menstrual.

A causa mais comum para queda de cabelos em ambos os sexos, é uma nutrição inadequada. Pessoas carentes de vitamina B6 e ácido fólico muitas vezes tornam-se completamente carecas. Mas o cabelo cresce normalmente após normal ingestão dessas vitaminas.

Os cosméticos como shampoos, cremes, hidratantes e condicionadores não interferem no quadro da calvície feminina. Já as tinturas, reflexos e permanentes, devido as suas características mais agressivas, podem piorar a queda de cabelo, mas não se caracterizam como agentes causadores da alopecia feminina.
Os tratamentos contra a calvície, objetivam retardar ou interromper o processo de queda dos cabelos.

 

Os tratamentos convencionais da calvície são o minoxidil, octopirox, a espironolactona, a flutamida, a finasterida e o acetato de ciproterona (Diane ou Androcur) para calvície feminina, os anteriores são usados para ambos os sexos.

 


 

 

Na próxima matéria falaremos a respeito dos mitos e verdades sobre a queda dos cabelos

……….Aguardem!!!!!!
Até Lá!!!!!!!!!

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