O que são os óleos e gorduras? Parte 2 Como são Obtidos os óleos?


Extração e Refino de Óleos e Gorduras Vegetais
Nem todos os seres vivos acumulam óleos e gorduras, mas temos diversas espécies vegetais e animais possuem capacidade de armazenar óleos e gorduras, tais como polpas de frutos, sementes, peles e ossos. Temos também, diversas espécies microbianas, como algas e fungos, que possuem organelas para armazenagem de óleos e gorduras.Por conta desta diversidade de origem, existem diversos processos de extração e purificação de óleos e gorduras, dependendo das características da fonte oleaginosa.
Vamos mostrar aqui 2 métodos envolvidos na extração:
prensagem mecânica e
extração à solvente.

Obtenção de Óleos por Prensagem Mecânica
O processo de prensagem é um dos processos mais antigos de extração de óleos e gorduras.
Neste processo, a matéria-prima é esmagada por uma roda de pedra acionada por tração animal e, assim, liberar o óleo contido nos frutos, e então, a mistura é filtrada.

Em processos industriais modernos de extração de óleos ou gorduras por prensagem mecânica e posterior filtragem do óleo, utilizam equipamentos mais sofisticados e com maior eficiência. Nesses equipamentos, os grãos ou frutos entram em parafusos tipo roscas sem fim que comprimem e movimentam o material para frente. Em sua saída, existe um cone que pode ser regulado de forma a aumentar ou diminuir a abertura para saída do material, o que determina a pressão no interior da prensa. No final do processo são obtidos dois materiais: a torta, que é a parte sólida, e o óleo ou gordura brutos, que podem conter partículas sólidas resultantes da prensagem.

Este material bruto passa, por um processo de filtragem num equipamento chamado filtro-prensa e a torta é encaminhada para o processo de extração com solvente, enquanto o óleo ou gordura extraído e filtrado segue para as etapas de purificação.
O que são óleos virgens ou extra virgens?
A denominação de óleos virgens ou extravirgens é dada a óleos que, após o processo de prensagem mecânica, necessitam apenas de filtragem para remoção de partículas sólidas. Ou seja, estes óleos podem ser consumidos diretamente após a prensagem, sem a necessidade de etapas posteriores de purificação.

A diferença entre os dois se refere à temperatura na qual a prensagem é realizada. Um óleo é classificado como extravirgem quando resultante de uma primeira prensagem a frio (temperatura ambiente), e o óleo virgem é o resultante de prensagem posterior realizada a quente (aproximadamente 70 ºC).
O extravirgem possui uma qualidade superior.

Obtenção de Óleos por Extração a Solvente
Após a prensagem mecânica, a torta resultante passará pelo processo de extração por solvente.

Algumas fontes oleaginosas tem pouco conteúdo em óleo, como a soja e do algodão, que têm menos de 20 % do peso dos grãos de material graxo. Neste caso, não é usada prensagem mecânica e os grãos após torrados e moídos são submetidos diretamente ao processo de extração por solvente. A solubilização do óleo no solvente ocorre por dois mecanismos: a dissolução por simples contato entre as células vegetais destruídas durante a prensagem ou moagem, ou através de difusão, onde o óleo atravessa lentamente as as células intactas para o meio líquido.

As plantas industriais modernas de extração por solvente operam em regime continuo.

O principal equipamento do processo é o extrator, que consiste de uma correia vertical com cestos que possuem o fundo perfurado girando em sentido horário.

A extração é feita no extrator, o material é colocado em cestas que correm num sentido e o solvente que corre no sentido inverso. No final, o solvente saturado (chamado de micela) é recolhido e colocado em evaproradores que evaporam o solvente, sobrando o óleo bruto. O farelo é descarregado do cesto e passa por um evaporador para retirada do solvente, que também retorna ao processo.

Todo o solvente utilizado no processo é recuperado e retorna ao início do processo.

O óleo resultante do processo de extração é chamado de óleo bruto e geralmente necessita de etapas posteriores de refino para ser consumido.

O óleo de soja, por exemplo, em sua forma bruta possui diversos contaminantes. Entre os contaminantes temos ácidos graxos livres, fosfolipídeos como a lecitina e tocoferol que confere odor e gosto extremamente desagradáveis.

Para torná-lo adequado para uso, o óleo bruto passa por um refino, onde as impurezas são retiradas.

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