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 2013/08

Informações e Produtos,Matéria,Notícias Sabão e Glicerina

Extratos vegetais


Todas as plantas e animais, fabricam uma série de substâncias de que necessitam para diferentes finalidades específicas para cada uma.
Muitas substâncias fabricadas por plantas, tem sido utilizadas como alimento, remédio ou para embelezamento do corpo.

A evolução do processo cultural humano levou ao desenvolvimento de técnicas que possibilitassem uma melhor utilização destes grupos de substâncias, extraindo-as para posterior utilização das mesmas. O grupo de substâncias, retirado de uma determinada porção vegetal é chamado de extrato.
Com o tempo, foram se desenvolvendo diferentes técnicas de extração, cada uma visando a obtenção de um conjunto de substâncias específicas e para um objetivo diferente.

Algumas técnicas para extração de óleos já foram discutidas nas matérias anteriores. Vamos falar agora, rapidamente sobre os outros tipos mais conhecidos de extrações e suas funções.
Para alcançar sua ação medicinal e ou cosmética, uma planta deve ser tratada de tal forma que se obtenham produtos derivados com ação específica.

Com uma mesma planta, ou com a mesma parte da planta, pode-se preparar diversos derivados levando-se em consideração:
• o modo de preparação
• as propriedades físicas
• o aspecto
• a concentração dos princípios ativos
• as propriedades farmacológicas
• sua finalidade

Pós vegetais
Os vegetais na forma de pó possuem uma grande aplicação no arsenal terapêutico e ou cosmético, podendo ser incorporados facilmente às formas galênicas secas como cápsulas e comprimidos ou em cremes e loções com finalidades específicas.
As ervas, depois de secas, são trituradas em moinhos de diversos modelos e peneiradas dando origem ao pó.

Óleos essenciais
Os óleos essenciais são compostos aromáticos, geralmente voláteis, retirados dos vegetais, onde são encontrados pré-formados ou na forma combinada. São extraídos por destilação, por expressão ou por extração por solventes.

Os medicamentos magistrais à base de óleos essenciais variam com as propriedades químicas e físicas, em particular a solubilidade. Com um excipiente alcoólico ou oleoso, se trabalha por simples dissolução.
Uma técnica nova de micro-encapsulação do óleos vegetais permite a utilização dos óleos essenciais sob a forma de pó acondicionado em cápsulas. Com excipientes não graxos pode-se utilizar externamente, na forma de géis ou emulsionados com emulsionantes não iônicos, que fornecem emulsões estáveis.
Os óleos essenciais, nas suas diferentes apresentações, são muito utilizados na perfumaria e também na aromaterapia.

Hidrolatos
Freqüentemente, produtos secundários à preparação dos óleos essenciais, as águas destiladas, também conhecidas por hidrolatos, possuem grande quantidade de princípios voláteis como ácidos, aldeídos e aminas.

São preparadas por simples destilação com vapor de água, e plantas frescas ou secas.
As plantas rasuradas são maceradas por horas com uma quantidade relativamente grande de água e depois destiladas. A destilação é suspensa quando se obtém uma quantidade razoável de destilado. O excesso de essência é separado por decantação ou filtração.

A conservação dos hidrolatos é delicada, pois contaminam-se com facilidade.
Os hidrolatos são utilizados, por suas propriedades aromáticas, para a preparação de xaropes; e em cosmetologia, por suas propriedades adstringentes, calmantes e antipruriginosas, sob a forma de loções e cremes.

Alcoolatos
Os alcoolatos são preparados pela maceração com álcool das plantas frescas seguida ou não por uma destilação.

Atualmente a denominação alcoolato foi substituída por soluções alcoólicas ou tinturas.

Alcoóleos
Os alcoóleos são preparações líquidas resultantes da ação dissolvente do álcool, empregado em quantidade determinada a um título definido sobre as matérias vegetais.

O título do álcool utilizado estará na função dos princípios ativos a dissolver do material a tratar.
Em fito-aromaterapia utilizam-se as tinturas, as tinturas mãe, e as alcoolaturas.

Tinturas vegetais
As tinturas vegetais são preparadas à temperatura ambiente pela ação do álcool sobre uma erva seca (tintura simples) ou sobre uma mistura de ervas (tintura composta). São preparadas por solução simples, maceração ou percolação.

Hidróleos
Os hidróleos são derivados obtidos pela dissolução em água de uma substância medicamentosa. Os hidróleos são conhecidos pela população pelo nome de tisanas e, e são obtidos por infusão, decocção ou maceração:

Infusão
A infusão é preparada jogando-se água fervente sobre as partes ativas do vegetal. É o modo tradicional de preparar o chá. Deve-se deixar as plantas dentro da água quente por 5 a 10 minutos, e depois filtrar.

Decocção
Na decocção, geralmente coloca-se a erva em água fria, que, em seguida, se aquece até a ebulição num recipiente fechado, deixando ferver por alguns minutos. Geralmente se aplica a drogas que apresentam princípios ativos de difícil extração por estarem contidos em partes lenhosas das plantas.

Maceração
É uma preparação líquida que requer longa imersão. Põe-se a planta em água fria, cobre-se o recipiente e deixa-se repousar em lugar fresco durante uma noite.

Digestão
O contato droga-solvente é mantido a uma temperatura de 40 a 60 graus Celsius.

Percolação
Sem dúvida nenhuma é o processo que, pela dinâmica e artifícios possíveis, permite uma extração mais eficiente. A passagem do líquido extrator através da droga moída, em aparelhos conhecidos por percoladores, com o controle do fluxo e variação da mistura dos solventes extratores, otimiza o processo;

Destilação
processo em que a planta, em contato com água ou álcool, é submetida à destilação.

Secagem
Quando o extrato líquido tem o seu solvente removido, pode ser feito por simples aquecimento e evaporação ou submetido a processos de spray dryer, drum dryer, evaporação e concentração sob vácuo, concentração em membranas e outros.

Extratos glicólicos
Os extratos glicólicos são obtidos por processo de maceração ou percolação de uma erva em um solvente hidro-glicólico, podendo ser este o propilenoglicol ou a glicerina. Estes extratos normalmente são utilizados nos fitocosméticos.

Extratos fluidos
Os extratos fluidos são preparações obtidas de drogas vegetais manipuladas. Por não terem sofrido ação do calor, seus princípios ativos são exatamente os mesmos encontrados nos fármacos respectivos.

Outros processos mais sofisticados permitem obter extratos qualitativamente superiores. Entre eles pode-se mencionar :

ESAM – Extração por Solvente Assistida por Microondas;

extração com C02 Supercrítico;

VMHD (Vacuum Microwave HydroDistillation);

E a extração biotecnológica (fermentação e bioconversão).

Os princípios ativos das plantas medicinais são substâncias que a planta sintetiza e armazena durante o seu crescimento. Nem todos os produtos metabólicos sintetizados possuem valor medicinal. Em todas as espécies existem princípios ativos e substâncias inertes.

Antes de darmos uma breve informação sobre as classes mais gerais de princípios ativos utilizados pelo homem, surge uma pergunta que não quer calar……..

Porque precisamos de tantas modalidades de extrações diferentes ? Você Já se perguntou sobre isso?
Porque em determinados momentos o melhor a se usar é um óleo ou extrato oleoso e em outros é um extrato glicólico ou um chá ou outro tipo de extrato…….

Se a planta é a mesma, porque temos diferentes formas de extrair substâncias dela……
Algum palpite? Pare e pense um pouquinho, antes de continuar a leitura…..

O óleo se dissolve na água? A princípio não….. isso todos nós sabemos não é? Então o que temos em um óleo que não temos num chá? Você já parou pra se perguntar isso?

Então lá vai: No extrato oleoso ou no óleo extraído de uma planta, estarão as substâncias lipossolúveis que ela produziu. Estas mesmas substâncias não estarão no chá, porque nãos são hidrossolúveis, ou seja, não se dissolvem em água.

Então podemos deduzir agora, que cada tipo de extração, retira um grupo diferente de substâncias de uma mesma determinada planta. E é isto mesmo que acontece. Cada tipo de extrato é diferente do outro e, conseqüentemente, terá funções e ações diferentes sobre o local a ser aplicado.

Um extrato glicólico de argan, por exemplo, não terá os componentes lipídicos (gorduras) que dão brilho e viço aos cabelos, em compensação, o mesmo extrato glicólico poderá ter alguma substância importante para a renovação celular da pele, por exemplo, que não será encontrado no óleo. Embora este exemplo seja apenas ilustrativo, espero que tenha servido para esclarecer as diferenças.

A escolha de um determinado tipo de planta em uma determinada forma de extração, é definida pelas substâncias obtidas e o objetivo biológico desejado. A planta certa no formato de extrato errado, simplesmente impede que a ação desejada seja alcançada.

Bem, vamos agora a uma breve discriminação dos ativos mais populares:

Geralmente, numa mesma planta, encontram-se vários componentes ativos, dos quais um ou um grupo deles determinam a ação principal do seu extrato. O princípio ativo isolado, apresenta ação diferente daquela apresentada pelo vegetal inteiro.

Os princípios ativos geralmente apresentam-se concentrados em determinadas partes do vegetal, preferencialmente nas flores, folhas e raízes, e, às vezes nas sementes, nos frutos e na casca.

Outra característica dos vegetais é que não apresentarem uma concentração constante de substâncias, variando com o habitat,a época do ano, o clima, a colheita e a preparação, entre outros fatores.

Alcalóides
Os alcalóides formam um grupo heterogêneo, de substâncias orgânicas, definido pela função amina, raramente amida, que dá a seus constituintes propriedades químicas próprias, com uma atividade farmacológica notável, mas que muitas vezes se aliam uma toxicidade elevada.
Como exemplo de alcalóides podem ser citadas a atropina (Atropa belladona), a morfina (Papaver somniferum), a cafeína (Coffea arabica) e a quinina (Chinchona sp).

Princípios amargos
Existe um número grande de plantas cujos componentes possuem um sabor amargo. Em fitoterapia as plantas que possuem estes componentes são conhecidas por Amara.
Os princípios amargos estimulam intensamente a secreção dos sucos gástricos e desenvolvem uma ação tônica geral.

Óleos essenciais
Os óleos essenciais são componentes vegetais que são extremamente voláteis, dificilmente solúveis em água, e possuem odor intenso, sendo, algumas vezes, desagradável
Os óleos essenciais são formados por diversas substâncias podendo chegar até 50 componentes.

Taninos
Os taninos são componentes vegetais que possuem a propriedade de precipitar as proteínas da pele e das mucosas, transformando-as em substâncias insolúveis. Os taninos possuem ação adstringente, antiséptica e antidiarréica.

Heterosídeos
São substâncias amplamente distribuidas no reino vegetal. Apresentam ações e efeitos tão diversos que é difícil agrupá-las sob um conceito químico. Os primeiros heterosídeos isolados eram produtos condensados da glicose, motivo pelo qual foram chamados de glicosídeos. Como exemplo, podemos citar as substâncias cardioativas da digitalis.

Saponinas
As saponinas ou saponosídeos formam um grupo particular de heterosídeos. O seu nome provém da propriedade de formar espuma abundante, quando agitadas com água, à semelhança do sabão. As saponinas favorecem a ação dos demais princípios ativos da planta.

Flavonóides
Os flavonóides formam um grupo muito extenso, pelo número dos seus constituintes naturais e ampla distribuição no reino vegetal.
As propriedades físicas e químicas são muito variáveis, no entanto, podem ser relacionadas algumas propriedades farmacológicas do grupo como:

– ação sobre os capilares

– ação em determinados distúrbios cardíacos e circulatórios

– ação antiespasmódica

Mucilagens
Constitui-se um dos componentes das fibras naturais que atuam em importantes funções mecânicas e metabólicas.

As plantas com mucilagens estão amplamente distribuídas no reino vegetal, mas somente algumas espécies possuem aplicação terapêutica como a malva e o linho.
As mucilagens agem principalmente protegendo as mucosas contra os irritantes locais, atenuando as inflamações.

Ácidos orgânicos
Diversos vegetais apresentam ácidos orgânicos, que lhes conferem sabor ácido e propriedades farmacêuticas características, como ação refrescante e laxativa. Dentre os ácidos presentes pode-se destacar o tartárico, málico, cítrico e o silícico.

As plantas das famílias das borragináceas, das equisetáceas e das gramíneas absorvem grande quantidade de sais orgânicos do solo, principalmente o silícico, armazenando-o nas membranas das células ou no seu protoplasma. Este ácido é um elemento fundamental para o tecido conjuntivo, pele, cabelos e unhas. As plantas ricas em ácidos orgânicos são muito utilizadas na fitocosmética.
 

 

 



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 2013/08

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Métodos de Obtenção de óleos fitoterapicos e Essenciais

MÉTODOS DE OBTENÇÃO

Todas as partes das plantas podem ser utilizadas para a extração dos óleos que contenham; no entanto, um órgão como, por exemplo, a flor, pode fornecer um óleo mais adequado para determinado fim que o óleo extraído das folhas da mesma planta, devido à diferença na sua composição.

O óleo das diversas partes das plantas pode ser extraído por variados métodos, adequados cada um a um tipo de extração e de espécie vegetal utilizada.

Entretanto, a destilação é o método mais comum.

Cada método de extração tem suas vantagens e suas desvantagens, e as características e qualidades de cada óleo podem variar de acordo com o método utilizado.

De modo geral, todos os métodos de extração não são adequados para processamento doméstico, ainda que artesanal, porque as quantidades de material vegetal necessárias para uma produção, mesmo que pequena, são exageradas.

Os métodos de extração mais comuns são:

• enfleurage

• extração com solventes

• expressão a frio

• destilação

Quase todos os óleos disponíveis no mercado são obtidos pelo processo de destilação e, por isso, este sistema de extração será considerado neste estudo com mais detalhes.

ENFLEURAGE

Provavelmente deve ter sido o primeiro método utilizado para a extração de óleos essenciais, principalmente para pétalas de flores muito delicadas.
Consiste em uma extração em camadas através de tecidos embebidos em óleo ou gordura; o óleo essencial migra das pétalas se dissolvendo na gordura que, posteriormente, é removida com o uso de solventes adequados. Numa segunda fase, o solvente deve ser removido para a obtenção do óleo essencial.
O método é muito dispendioso e demorado. Atualmente é considerado obsoleto.

EXTRAÇÃO COM SOLVENTES

Consiste na imersão do material vegetal em um hidrocarboneto solvente que fará a extração propriamente dita. Posteriormente o solvente é retirado restando o óleo essencial.
O método é empregado principalmente para flores. Não é recomendável para fins terapêuticos, principalmente porque deixa resíduos do solvente no óleo obtido. Já foram encontrados valores da ordem de quase 10% de solvente, e até mais em alguns casos.
Na França onde a Aromaterapia é mais avançada, a extração através de solventes de óleos essenciais, para fins terapêuticos, é proibida.

EXPRESSÃO A FRIO

Praticamente utilizado com exclusividade para a extração do óleo das cascas de diversas espécies de Citrus. É efetuada a partir da expressão hidráulica do material vegetal a frio, coletando-se então o óleo que escorre.
Do ponto de vista terapêutico é o método que menos alterações provoca no óleo essencial, pois não há a interferência do calor.

DESTILAÇÃO. HIDROLATOS

A destilação, como foi visto, é o método mais comum de extração dos óleos essenciais das plantas. Os princípios desta técnica foram já observados por Dioscórides, no século I. Há também uma citação referente ao seu emprego pelos antigos egípcios.
A destilação ocorre dentro de um equipamento denominado destilador ou alambique, desde os mais simples aos mais elaborados.

O processo genérico pode ser assim resumido:

1. o material vegetal é todo colocado dentro de um tanque, apoiado em uma espécie de peneira inox, através da qual se faz passar vapor d’água aquecido; esta é a melhor maneira, mas não é adequada para raízes, semente, galhos, etc.; nestes casos, o material vegetal é colocado diretamente na água;

2. o vapor, passando através do material vegetal, aquece e carreia consigo as substâncias aromáticas voláteis;

3. o vapor, agora contendo o óleo volatilizado, passa por uma serpentina onde é resfriado e condensado;

4. na porção terminal da serpentina a mistura água / óleo essencial é coletada à temperatura ambiente;

5. a água e o óleo são separados por decantação, isto é, aproveitando-se as diferentes densidades de cada um, que permite que o óleo fique sob ou sobrenadando na água.

Algumas variações no método básico de destilação podem ser introduzidas, principalmente para melhoria da qualidade do material que se pretende obter. Assim, certas destilações são efetuadas a “fogo baixo”, isto é, sob temperaturas mais brandas e durante um tempo maior, permitindo, dessa forma, um óleo de melhor qualidade. Outras vezes o processo é repetido, isto é, redestilado, obtendo-se um material mais refinado.
A destilação de material vegetal para a obtenção de óleos essenciais é um processo cujo rendimento é sempre muito baixo e caro, pelos teores muito reduzidos daqueles princípios na planta. Para se ter uma idéia de grandeza, podem ser citados, como exemplo, os seguintes rendimentos médios, para a obtenção de 1 kg de óleo essencial:
Eucalipto 46 kg
Tomilho 400 kg
Rosa 1400 kg
Néroli 6000 kg

Após a separação do óleo essencial da água, esta última constitui o hidrolato, que é a água destilada contendo cerca de 0,2 g/l de óleo essencial disperso na forma ionizada, não decantável.
Assim são produzidos hidrolatos conhecidos, como a “água de rosas”, a “água de flor de laranjeira” e a “água de camomila”.

Além disso, deve ainda ser observado que estes hidrolatos contêm, invariavelmente, substâncias solúveis em água, e que não estão presentes no óleo essencial.

Em muitos casos a destilação é processada para a obtenção exclusiva do respectivo hidrolato. Aqui, como no caso dos óleos essenciais propriamente ditos, também existe falsificação comercial, agregando-se algumas gotas de óleo à água pura, apresentando a mistura como hidrolato ou água de flores.

Os hidrolatos são especialmente recomendados para a desinfecção de feridas e cuidados com a pele em geral. São muito utilizados em cosmética. Também podem, em muitos casos, servir como complemento no tratamento utilizando óleo essencial, ampliando a capacidade deste.

Os óleos essenciais após a sua extração precisam ser armazenados em vidros escuros desinfectados, ao abrigo da luz, em local fresco sem grandes variações de temperatura, muito bem tampados, evitando-se qualquer contato com o ar. Desta forma podem ser guardados por cerca de 2 a 3 anos.
 

Clique Aqui para ver receitas com óleos e Manteigas

 

 


 



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Notícias Sabão e Glicerina,Receitas e Modo de Fazer

Receitas com óleo e Manteigas Vegetais

 

Loção em barra com manteiga de Karite

Ingredientes:
Cera de abelha                                          20%
Alcool cetílico                                          4%
Alcool cetestearílico                              3%
Manteiga de karite                                   25%
Ólo de coco                                              40%
Óleo de silicone volátil                         2%
Óleo de silicone                                       2%
Essência                                                 4%
Bht                                                      0,3%
Conservante                                             0,5%

Modo de preparo:
Em um recipiente, derreter todos os componentes em banho-maria menos a essência com tenperatura

máxima de 70 graus Celsius. Mexer bem até estar tudo bem homogêneo. Desligar o fogo, esperar a

temperatura cair até 35-40 graus e colocar a essência. Mexer bem e envasar.

Loção em barra para o banho

O que é uma loção em barra para o banho?
São barras sólidas compostas de óleos, manteigas, ceras e perfume que hidratam e perfumam

o corpo durante o banho. São como protetores labiais gigantes para seu corpo!
Esta é uma receita bastante simples e a coisa mais legal é que podemos ajustá-lo para o conteúdo

do nosso coração, usando uma variedade de óleos e manteigas.

Loção Em Barra

Ingredientes:
cera de abelha                                           28%                     para endurecer a barra
óleo de coco                                             10%                    óleo muito leve, muito emoliente
óleo de girassol                                         25%                    condicionador para a pele
óleo de farelo de arroz                           3%                      rico em vitamina E
manga manteiga                                         30%                   cremosa e emoliente
Silicone volátil                                         2%                      este silicone ajuda com a deslizar
vitamina E                                               2%                      para prevenir o ranço e bom para a minha pele
Essência oleosa                                         1%

Modo de preparo:
Em um recipiente derreta em banho-maria todos os ingredientes menos o silicone e a essência.

Assim que derreter, desligue o fogo e mexa bem até ficar totalmente homogêneo. Espere a temperatura

cai r até 35-40 graus e então coloque o silicone e a essência. Despeje em um molde ou envase.

Esta loção foi formulada para derreter à temperatura corporal

loção em barra para depois banho

Ingredientes:
cera de abelha                                                  20%                       para endurecer a barra
Óleo de girassol                                                20%                      emoliente
Óleo de jojoba                                                  13%                       é fabuloso para a pele
Vitamina E                                                     1%
manteiga de cacau                                         25%                     estabelece uma barreira protetora contra a umidade
Silicone volátil                                               5%
Essência oleosa                                               2%

Modo de preparo:
Em um recipiente derreta em banho-maria todos os ingredientes menos o silicone e a essência. Assim

que derreter, desligue o fogo e mexa bem até ficar totalmente homogêneo. Espere a temperatura cair

até 35-40 graus e então coloque o silicone e a essência. Despeje em um molde ou envase.

Óleo de Banho com Amêndoas e Calêndula

FORMULAÇÃO
PRODUTO Quantidade ( %) Função
ÓLEO DE FLORES DE CALÊNDULA CLR………………………….10 % (antiinflamatório, cicatrizante)
ÓLEO DE AMÊNDOAS DOCE…………………………………. 12 % (hidratante)
Glicerina……………………………………………. 10 % (emoliente)
BHT…………………………………………………..0,05 % (antioxidante)
Propilenoglicol………………………………………..5 % (emoliente, umectante)
Silicone volátil……………………………………….5 % (veículo)
Óleo de Oliva………………………………………….5 % (cicatrizante e hidratante)
Óleo Mineral…………………………………………..Qsp 100 % (veículo)
Conservante……………………………………………0,5%

Técnica De Preparo:
1. Misturar bem todos os componentes até obter uma solução homogênea.

 

 

As Formulações acima contem informações apresentadas de boa fé e fundamentadas no melhor

conhecimento sobre o assunto. As informações têm valor apenas indicativo.Quaisquer informações

comentadas, inclusive as sugestões de condições de uso dos produtos, não devem substituir ensaios e

verificações experimentais que são indispensáveis para assegurar a adequação do produto a cada aplicação específica.



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 2013/08

Informações e Produtos,Matéria,Notícias Sabão e Glicerina,Óleos

O que são os óleos e gorduras? Parte 1


O grupo conhecido como óleos e gorduras e seus derivados teve uma importância ímpar na história da humanidade. Este grupo se caracteriza por ter como principais componentes ácidos graxos e seus derivados. Essas substâncias estão entre os primeiros insumos naturais usado pelo o homem usou com fins não alimentares. Por exemplo, da civilização egípcia ao Século XIX eram uma das principais fontes de combustíveis para uso na iluminação, ou como lubrificantes para engrenagens mecânicas.
Também é antigo o uso dos mesmos na produção de sabões e tintas, cuja história remonta ao inicio dos primeiros grupamentos humanos.
O que são os óleos e gorduras?
Genéricamente falando, óleos e gorduras são substâncias de cadeia de carbonos e hidrogênio longas, também chamados de compostos graxos, pertencentes ao grupo dos Lipídeos.
Qual a diferença entre óleos e gorduras?
A diferença entre eles é que os óleos são líquidos e as gorduras são sólidas ou pastosas.
Como exemplo, podemos citar peixes que produzem óleos, como o óleo de fígado de bacalhau, e vegetais que produzem gorduras, como as de dendê e de pequi.

E lipídeos o que são?
São substâncias cuja principal característica comum é a presença de cadeias orgânicas longas, e caráter hidrofóbico, (insolúveis em água), compostos só por carbono e hidrogênio ou, com grupos funcionais como alcoóis, fenóis, ácidos carboxílicos, ésteres, entre outros. Os mais conhecidos de lipídeos são os ácidos graxos e seus derivados, esteróis, ceras e carotenoides.
Quem são os Ácidos Graxos?
São denominados ácidos graxos os ácidos carboxílicos com cadeia carbônica longa que diferem entre si basicamente pelo número de carbonos da cadeia.
Quimicamente quem são os óleos e as gorduras?
Óleos e gorduras são lipídeos que podem ser encontrados livres ou combinados, na forma de glicerídeos que são formados nos seres vivos (origem animal e vegetal)e encontrados como monoglicerídeos, diglicerídeos e triglicerídeos.
Monoglicerídeos: formados a partir de um ácido graxo combinado com uma molécula de glicerol (glicerina).
Diglicerídeos: formados a partir de dois ácidos graxos se combinam com uma molécula de glicerol (glicerina).
Triglicerídeos ou triglicérides: formados a partir de três moléculas de ácidos graxos e uma molécula de glicerina. É nesse grupo que as gorduras se encontram.
Uma fonte oleaginosa costuma ter mais de 10 ácidos graxos diferentes, que se encontram randomicamente ligados à glicerina. Nos óleos e gorduras existe uma quantidade muito grande de derivados de ácidos graxos.

Como um óleo ou gordura é uma mistura complexa de diferentes moléculas, é comum expressar a sua composição em função dos ácidos graxos presentes e não dos compostos químicos efetivamente presentes na mistura.

Além dos compostos derivados de ácidos graxos, que constituem usualmente mais de 90 % dos mesmos, outras substâncias de natureza lipídica podem estar presentes. Entre estas impurezas, podem ser encontrados esteróis, carotenoides e ceras, entre outros.

É importante salientar que os derivados de ácidos graxos não têm cor, odor ou sabor, sendo essas propriedades conferidas pelas impurezas, e assim, características da fonte oleaginosa.

Como mistura complexa de compostos, suas propriedades físico-químicas são resultantes da interação de todos os componentes; e quanto mais saturados são mais viscosos ou mais insaturados menos viscosos.
Existe uma ideia errônea disseminada na sociedade de que óleos são provenientes de vegetais, e gorduras são oriundas de fontes animais.
Gorduras Saturadas: são aqueles que só possuem ligações simples entre os átomos de carbono, podendo ser encontrados tanto em gorduras de origem animal, como na manteiga, carnes, leites e derivados integrais, toucinho, bacon e banha de porco, tanto nos de origem vegetal, como no óleo de coco e óleo de palma (dendê).
Gorduras insaturadas: são aqueles que possuem ligações duplas e simples entre os átomos de carbono, quanto maior a quantidade de duplas ligações, maior o grau de instauração. dividem-se em monoinsaturados e poli-insaturados.

Gorduras monoinsaturadas: são os que possuem apenas uma insaturação (dupla ligação), entre os carbonos de suas moléculas. Estão presentes no azeite de oliva, óleo de canola e girassol, oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas), abacate e azeitona.
Gorduras poli-insaturados: são os que possuem duas ou mais duplas ligações entre os carbonos. Estão presentes no azeites, óleos de girassol, milho, linhaça, soja, algodão e as de ômega-3 são peixes de água fria, como o atum, salmão, sardinha e arenque.
O que é gordura trans?
Óleos e gorduras naturais, podem apresentar ligações duplas entre carbonos. A maioria destas ligações ocorrem naturalmente no formato de isomeria cis e algumas no formato trans. Isto faz com que os humanos processem com facilidade os do tipo cis e tenham dificuldade em processar os compostos com isomeria trans.

Os insumos processados industrialmente produzem grandes quantidades da forma trans como por exemplo as margarinas, feitas a partir da hidrogenação de óleos vegetais. Este tipo de substância possuem temperatura de cristalização acima da temperatura do corpo humano e, são sólidos, além do metabolismo difícil, por isso podem se acumular nos vasos e artérias sanguíneas, comprometendo a circulação do sangue.

Os óleos e gorduras, puros ou modificados por reações químicas, são usados pela humanidade há milênios como insumos em diversas áreas, tais como iluminação, tintas, sabões, etc. Durante o Século XX, principalmente por razões econômicas, os materiais graxos foram preteridos por derivados de petróleo. No entanto, recentemente a oleoquímica vem se mostrando uma excelente alternativa para substituir os insumos fósseis em vários setores, como polímeros, combustíveis, tintas de impressão, lubrificantes, e cosméticos entre outros.

O que são manteigas vegetais:
São compostas por lipídeos vegetais que geralmente apresentam-se no estado sólido a temperatura ambiente mas, que fundem-se rapidamente quando colocadas em contato com a pele. Esta definição pode ser estendida para as “man-made butters” que são manteigas produzidas pela combinação de óleos vegetais com óleos hidrogenados ou frações hidrogenadas destes, simulando as propriedades de uma manteiga.



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O que são os óleos e gorduras? Parte 2 Como são Obtidos os óleos?


Extração e Refino de Óleos e Gorduras Vegetais
Nem todos os seres vivos acumulam óleos e gorduras, mas temos diversas espécies vegetais e animais possuem capacidade de armazenar óleos e gorduras, tais como polpas de frutos, sementes, peles e ossos. Temos também, diversas espécies microbianas, como algas e fungos, que possuem organelas para armazenagem de óleos e gorduras.Por conta desta diversidade de origem, existem diversos processos de extração e purificação de óleos e gorduras, dependendo das características da fonte oleaginosa.
Vamos mostrar aqui 2 métodos envolvidos na extração:
(more…)
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