Entendendo os desodorantes e seus componentes parte 2

Como prevenir o mau cheiro (perfume, antimicrobiano, antitranspirante)
A essa altura todos já formularam hipóteses de como combater o mau odor oriundo da transpiração. E existem três maneiras principais de se obter esse resultado:

(1) controlar a transpiração; impedir o suor de ser secretado

(2) controlar a proliferação de bactérias; impedir as bactérias de se alimentarem do suor

(3) mascarar ou reduzir o odor formado. Mascarar o mau cheiro com uma fragrância agradável.
Os produtos
Os desodorantes
São classificados pela RDC Nº 211/05 como produtos de grau de risco 1. E segundo o Decreto Nº 79094/1977: “são destinados a combater os odores da transpiração, podendo ser coloridos e perfumados, apresentados em formas e veículos apropriados.”

Os agentes desodorantes, nada mais são do que ativos bactericidas ou bacteriostáticos, ou seja, eles evitam a formação do odor, matando ou interrompendo o metabolismo das bactérias.

Principais ativos: Etanol (no máximo 60%) e Triclosan (no máximo 0,3%). Outros componentes: EDTA Tetrassódico, BHT e Bicarbonato de sódio/potássio.
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Os antitranspirantes
São considerados produtos de grau de risco 2, portanto é necessário registro e comprovação de suas atividades junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O mesmo Decreto Nº 79094/1977 descreve os antitranspirantes como “produtos destinados a inibir ou diminuir a transpiração, podendo ser coloridos e/ou perfumados, apresentados em formas de veículos apropriados, bem como associados a desodorantes.”
Eles reduzem a secreção das glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas ao bloquearem os dutos de passagem do líquido para o meio externo.
Principais ativos: complexos de alumínio e zircônio, cloridróxido de alumínio, dicloridrato de alumínio e sesquicloridrato de alumínio. Podem ser associados a ingredientes desodorantes e outros aditivos que melhorem ou corroborem com sua ação.
Atenção! Se não for sair de casa, dê preferência aos desodorantes, pois são mais baratos e menos passíveis de causar reações de hipersensibilidade e alergias. Exceto aos indivíduos sensíveis ao álcool no caso dos desodorantes alcoólicos.
As manchas
As manchas nas axilas são causadas por resíduos das formulações e predisposição do indivíduo. Basta suspender o uso que elas somem. Não há a menor necessidade de se utilizar produtos clareadores da pele, principalmente se for sem o consentimento de seu dermatologista.
As maiores reclamações são da ocorrência de manchas nas roupas brancas, bem como alteração na cor dos tecidos. A coloração amarelada observada no tecido branco aparece por conta da presença de ferro no ativo antitranspirante, na água utilizada ou mesmo no suor do indivíduo. Assim, resíduos do produto ficam impregnados no tecido e a decomposição dos ingredientes da formulação formados pelas altas temperatudas do ferro de passar deixam a característica mancha amarelada nas roupas brancas.
Alumínio e seus sais
O alumínio

O alumínio é um dos elementos químicos mais presentes na natureza. Diz-se que é o terceiro elemento mais comum na Terra. Apesar disso, a toxicidade da exposição frequente às diversas fontes de alumínio ainda é desconhecida.
Derivados de alumínio
O cloreto de alumínio (aluminum chloride) foi o primeiro ativo antitranspirante utilizado com boa eficácia. No entanto, tem o inconveniente de causar irritação da pele, manchas e danos aos tecidos, devido ao pH das soluções aquosas desta substância.

Os cloridratos ou cloridróxidos de alumínio surgiram para minimizar os inconvenientes do cloreto de alumínio. Suas soluções apresentam pH mais próximo ao da pele e provocam menos danos aos tecidos. O sesquicloridróxido de alumínio (aluminum sesquichlorohydrate) também apresenta baixo grau de irritação, sendo portanto indicado para produtos hipoalergênicos, bem como o dicloridrato de alumínio (aluminum dichlorohydrate).

Os complexos de cloridrato de alumínio e zircônio tamponados são também mais eficazes e menos irritantes que o cloreto de alumínio. Os cloridrato de alumínio e zircônio ativados, por sua vez, são ainda mais eficazes.

O mecanismo de ação dos antitranspirantes é a difusão do sal pelo duto sudoríparo que após a lenta neutralização da solução ácida de sal metálico, produz um gel ou complexo mucopolissacarídeo. Esta obstrução impede a saída do suor e permanece até que a queratina afetada seja substituída pelos processos normais de renovação celular. Não existem evidências de danos permanentes às glândulas sudoríparas, principalmente porque a transpiração normal recomeça logo após a suspensão do uso do produto.
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