Entendendo os desodorantes e seus componentes parte 1

 

História

A história do Perfume teve início desde os primórdios da humanidade, e está associada a atos religiosos, há cerca de 800 mil anos atrás.
Os nossos ancestrais primitivos tomaram conhecimento dos perfumes através dos odores agradáveis que exalavam as florestas em chamas. Algumas árvores como o cedro e o pinheiro com os seus troncos odoríferos, após o domínio do fogo pelo Homem pré-histórico, eram queimadas com o intuito dos aromas exalados agradarem aos deuses. As fragrâncias agradáveis utilizadas nestes rituais (sândalo, casca de canela, raízes de cálamo, mirra, incenso, etc.), que envolviam sacrifícios animais, serviam para além de invocar os deuses também para disfarçar os cheiros mais incomodativos dos animais mortos.
Assim, os primeiros perfumes terão surgido sob a forma de fumo, que pode ser confirmado pela própria origem da palavra Perfume.

No entanto, mesmo que existam relatos do uso de fragrâncias desde o Egito Antigo e o Império Romano, esses produtos só foram introduzidos no mercado no início do século XX, quando a transpiração e o odor corporal passaram a ser considerados inconvenientes.

O Suor

O suor tem uma importante função fisiológica de manter a temperatura corporal próxima a 37ºC, além de manter a elasticidade e hidratação da pele. Pois foi justamente a habilidade de transpirar até 1,8 litros por hora que permitiu ao ser humano adaptar-se a diferentes climas.
O suor é um líquido isotônico de pH entre 4 e 6,8 produzido pelas glândulas sudoríparas. Ele é secretado para a superfície cutânea para reduzir o pH da pele para prevenir o crescimento bacteriado. A perda mínima na transpiração é de 0,5 litros e no máximo de 10 litros, sendo que os homens suam mais que as mulheres.
Nosso suor é inodoro, ou seja, não tem cheiro. Pois é! Ao ser secretado para a pele, o suor é inodoro, mas como ele é rico de sais minerais e outros nutrientes, as bactérias presentes na pele consomem o suor e produzem as substâncias que causam o mau odor, o famoso CC.

As glândulas sudoríparas

As glândulas sudoríparas, localizadas abaixo da epiderme, são classificadas como apócrinas e écrinas.

As glândulas écrinas (círculo vermelho) distribuem-se por toda a pele, especialmente nas palmas das mãos, solas dos pés, axilas e testa, mas não estão presentes nas membranas mucosas. Estão sob controle térmico e são inervadas por fibras nervosas do sistema simpático colinérgico. São elas as responsáveis pela formação do suor aquoso que mantém a temperatura corporal e impede a hipertermia. O fluido que secretam é desencadeado por estímulos térmicos ou psíquicos e contém cloreto, ácido láctico, ácidos graxos, uréia, glicoproteínas e mucopolissacarídeos.

As glândulas apócrinas (círculo azul) são grandes e seus ductos se abrem para os folículos pilosos. Elas estão presentes nas axilas, aréolas mamilares e região anogenital. Tornam-se ativas na puberdade e produzem uma secreção leitosa, inodora e rica em proteínas e material orgânico. Estão sob o controle de fibras nervosas simpáticas adrenérgicas e seu estímulo principal é hormonal.

O Mau Cheiro

Inicialmente o suor não apresenta odor, ou seja, é inodoro. Mas é a partir da ação de bactérias, naturalmente presentes na pele, sobre os componentes suor apócrino que são produzidas as substâncias fétidas.
O mau odor varia de pessoa para pessoa, mas os responsáveis pelo odor são iguais para todos: os ácidos isovalérico, acético, láctico, propiônico, butírico, caproico e caprílico.

Clique Aqui para ver as Dicas para o uso de Desodorantes

Clique Aqui para ver a matéria da Folha sobre Perfumes e sua História

 

………continua

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